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PROGRAMA

Mostra de Cinema Japonês: "Os Limites da Sociedade"

[ Sexta, 25, 14h30 :: Biblioteca Municipal ]

Erosu Purasu Gyakusatsu (Eros + Massacre)

Kiju Yoshida, p/b, 35mm, 165 min, 1969

EROS + MASSACRE
Um clássico da Nova Vaga japonesa dos anos 60 agora redescoberto por uma nova geração de cinéfilos. Eros + Massacre foca a vida do poeta anarquista, do início do século XX, Sakae Osugi, através da sua relação com três mulheres e pelos olhos de dois estudantes da década de 60 que investigam as teorias políticas e sociais invocadas pelo escritor. Com uma realização e montagem surpreendentemente actuais e vanguardistas, o filme trabalha criativamente aspectos da narrativa, da vida, da sociedade e do amor.

(Projecção em DVD com legendas em inglês)

[ Sábado, 26, 14h30 :: Biblioteca Municipal ]

Goddo Supiido Yuu! Burakku (Godspeed You! Black Emperor)

Mitsuo Yanagimachi, p/b, 16mm, 90 min, 1976

GODSPEED YOU! BLACK EMPEROR
Godspeed You! Black Emperor, filme de estreia do realizador Mitsuo Yanagimachi, é um documentário de culto sobre um gang de motociclistas japoneses que tenta a todo o custo provocar as convenções mas cujas regras internas o remete para uma espécie de quase conformismo aos ditames da sociedade. Documento de uma época de rebelião e aventura num país cujas restrições ao indivíduo livre se manifestam de forma quase programática mesmo naqueles que o pretendem libertar.

(Projecção em DVD com legendas em inglês)

[ Domingo, 27, 14h15 :: Biblioteca Municipal ]

Ichimannengo (In 10000 Years)

Isao Okishima, cor, Betacam Digital, 77 min, 2007

IN 10000 YEARS
Comédia moralista experimental de humor negro incongruente e anárquico, In 10000 Years, conta a história de um individuo que é enviado para o futuro só para se aperceber que tudo mudou. Uma sátira moral de encenação minimalista que pretende transcender o tempo, o espaço e a história pelo recurso a novas possibilidades cinematográficas. Isao Okishima colaborou na década de 60 com os realizadores revolucionários japoneses de contra-cultura Masao Adachi e Koji Wakamatsu, tendo mais tarde dedicado o seu tempo à escrita de várias séries e filmes de animação.

Banda sonora original de Taku Unami.

(Projecção em DVCam com legendas em inglês)

[ Domingo, 27, 15h45 :: Biblioteca Municipal ]

Yuheisa / Terorisuto (Prisioner / Terrorist)

Masao Adachi, cor, Betacam Digital, 113 min, 2007

PRISIONER / TERRORIST
Prisioner / Terrorist marca o regresso ao cinema de Masao Adachi após uma ausência de 36 anos. Realizador revolucionário contra-cultura e experimental dos anos 60, abandonou o seu país, desiludido, nos anos 70 para se juntar ao Exército Vermelho Japonês (JRA) no Líbano. De regresso Japão, e após um período de quase três anos no encarceramento, realizou este filme inspirado na vida de Kozo Okamoto, envolvido em actividades terroristas pela JRA, reflectindo também sobre as suas próprias experiências, sobre a ideologia e a condição humana.

Banda sonora original de Otomo Yoshihide com as participações de Jim O'Rourke, Tetuzi Akiyama, Sachiko M, entre outros.

(Projecção em DVD com legendas em inglês)

Mostra de Cinema Experimental

[ Todos os dias, 10-17h :: Museu de Olaria ]

M.A.: Space / Time in the Garden of Ryoanji

Takahiko Iimura, cor, 16mm, 16 min 1989

MA: SPACE / TIME IN THE GARDEN OF RYOANJI
MA, comissariado pelo Programa de Arte no Cinema (PAF), é um marco do cinema experimental e resulta da colaboração entre Takahiko Iimura, o escritor Arata Isozaki e o músico Takehisa Kosugi (Taj Mahal Travelers). Filmado inteiramente no famoso jardim zen Ryoanji, situado em Kyoto, Japão, examina o conceito japonês de MA, o vazio ou silêncio entre dois pontos e sons, onde tempo e espaço são o mesmo.

Nascido em 1937, Takahiko Iimura é um pioneiro do cinema experimental, vídeo e instalação no Japão. Realizou mais de 40 filmes e vídeos desde os anos 60, apresentou o seu trabalho por todo o mundo em vários museus e ciclos, concentrando-se nos últimos anos na produção de DVDs e CD-ROMs. Os temas abordados nos seus filmes são vários e incluem: ecologia, meditação, erotismo, crítica social e som. Trabalhou com o movimento fluxus, nomeadamente com Yoko Ono e Nam June Paik.

[ Todos os dias, 10-17h :: Museu de Olaria ]

In The River

Takahiko Iimura, cor, 16mm, 12 min 1969/70

IN THE RIVER
In the River utiliza processos de sobreposição e variação da velocidade que operam sobre uma filmagem de um ritual de purificação num rio sagrado em Katmandu, Nepal. Uma experiência de meditação filmada cuja acção minimal e lento andamento pretendem criar possibilidades de meditação silenciosa do próprio espectador.

[ Todos os dias, 10-20h :: Biblioteca Municipal ]

Imago

Nikos Veliotis, cor, DV, 11 min, 2003

IMAGO
Imago consiste na sobreposição de camadas múltiplas de fragmentos de curta duração de emissões televisivas, onde predominam apresentadores e jornalistas, recolhidos a partir de emissões de canais de televisão gratuitos captados em Atenas, Grécia.

O vídeo é silencioso, sendo a banda sonora ambiental de cada exibição específica o som de Imago.

Selecção Oficial do Festival Internacional de Cinema de S. Francisco 2004.

Nascido em 1970, Nikos Veliotis é um músico e artista de vídeo grego que constrói filmes a partir de imagens e fotografias encontradas na Internet, as quais anima e justapõe, frequentemente, as suas próprias criações musicais. Produziu assim vários filmes e alguns videoclips musicais focando temas críticos do excesso de informação e do valor da imagem na sociedade contemporânea.

[ Todos os dias, 10-20h :: Biblioteca Municipal ]

Untitled

Sandra Gibson / Luis Recoder, p/b, DVD, 40 min, 2008

IMAGO
Untitled é um filme minimalista monocromático produzido a partir de técnicas mecânicas simples como loops de fita, sprays, géis, lentes desfocados e sombras de modo a atingir fins hipnóticos elaborados. Esculturas de luz sempre em mutação, auras angelicamente brancas, penumbras e linhas verticais pulsantes ocorrem a partir dos ritmos ocultos da projecção fílmica onde se derrete o materialismo do projector numa experiência etérea.

A composição musical de Untitled foi concebida e interpretada por Olivia Block.

Sandra Gibson e Luis Recorder são dois artistas visuais baseados em Nova Iorque, EUA. As suas instalações ou performances em formato colaborativo ou a solo já foram exibidas nos seguintes museus e espaços: Whitney Museum of American Art (Nova Iorque), P.S.1 MoMA (Nova Iorque), The Kitchen (Nova Iorque), Diapason Gallery (Nova Iorque), Devin Borden Hiram Butler Gallery (Houston), Ballroom Marfa (Marfa), Robischon Gallery (Denver), ICA (Londres), Barbican Art Gallery (Londres), Peter Kilchmann Gallery (Zurique), Viennale (Viena), KW (Berlim), Hartware Medien Kunst Verein (Dortmund), TENT. (Roterdão), Palais des Beaux-Arts (Bruxelas), La Casa Encendida (Madrid), Museu do Chiado (Lisboa) e Image Forum (Tóquio). Os seus trabalhos fazem parte as colecções permanentes dos seguintes museus: Whitney Museum of American Art (Nova Iorque), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madrid), Museum of Contemporary Cinema Foundation (Paris), bem como de várias colecções privadas.